quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Geração X



Universidade do Estado de Minas Gerais
Disciplina: Informática e educação II
Professor: Weslei Clem
Alunos: Ademilson, Allan Eloi, Fabrício Veloso, Jose Reinaldo, Josenir Baciriele
Turma: 2º período de Letras, Noite


Resumo de artigo      

O PROCESSO EVOLUTIVO ENTRE AS GERAÇÕES X, Y E BABY BOOMERS


1. INTRODUÇÃO

Através de da história que abrange a trajetória do trabalho, e dos inúmeros estudos que acompanham esse segmento é que se pode entender sobre os diversos aspectos sociais, humanos, políticos e funcionais que compõem as organizações.
As atividades desenvolvidas  juntamente com as ações projetadas oportunizaram uma ampliação da visão geral que envolve os contextos e culturas empresariais no que se refere à constituição do quadro funcional. Nesse sentido, ocorrem inúmeras mudanças e pessoas de diferentes gerações são selecionadas para compor os organogramas das empresas. Tais gerações podem ser conhecidas como X, Y e Baby Boomers e apresentam inúmeras diferenças entre si.
Após analise de  diferentes autores, pode-se considerar que os Baby Boomers são as pessoas nascidas entre 1948 e 1963; a geração X, pessoas nascidas entre 1964 e 1977; a geração Y aquelas que nasceram entre 1978 e 1994 (ENGELMANN, 2009).
A geração X é a que predomina no mercado na atualidade, não se detém a padrões tão rígidos.Para Lombardia (2008), trata-se de uma geração que presenciou váriadas situações e mudanças de conceitos, a expansão tecnológica e o início da decadência de padrões sociais. Ademais Oliveira (2009) destaca que essa geração presenciava nos movimentos estudantis e “Hippies” uma forma de manifestar suas insatisfações e seus anseios. Como profissionais essa geração valoriza o trabalho e busca ascensão profissional, é  independente e autoconfiante.

 Geração X
De acordo com Oliveira (2009) a geração X é a dos nascidos entre 1960 e 1980. Engelmann (2009) considera a data como 1964 a 1977. Viveram num momento de revolução e de luta política e social, presenciando escândalos políticos como o assassinato de Martin Luter King. Presenciaram a Guerra Fria, a queda do muro de Berlin, a AIDS e a modificaçãode conceitos impostos pela sociedade anterior, o que promoveu a adoção de um sentimento de patriotismo.
Para Lombardia (2008) as inovações tecnológicas avançaram significativamente deixando grandes marcas na juventude da época, favorecendo a aceleração das atividades
diárias, promovendo manifestações revolucionárias e qualificando estilos diferenciados nos modos de viver desses jovens. Os revolucionários assumidos organizavam manifestações em movimentos estudantis como os “Hippies”1 que buscavam direitos iguais para todos. A música servia pra representar os valores e posições políticas, outrora marcadas pela censura de imprensa. Além disso, a liberdade de escolha passou a ser característica marcante dessa geração.
Quanto à estrutura familiar, são filhos de pais separados que se sustentavam pelos esforço individual. provocar um imenso sentimento de culpa das mulheres por se ausentarem de seus lares, gerando dificuldade de se colocar limites e estruturar a disciplina. Essa convivência promoveu a quebra de padrões considerados arcaicos sociais e morais. A questão do casamento, por exemplo, deixou de ser uma condição de permanência perpétua.
Oliveira (2009) aponta uma geração totalmente influenciada por programas de televisão. Tal influência também envolveu um aumento exacerbado dos apelos consumistas, reordenando e o modo de viver e agir das pessoas.
Tal condição leva essa mesma geração à valorização do trabalho e a estabilidade financeira, na condição de garantir a realização de desejos pessoais e materiais já que a carreira ainda encontra-se como o centro de seus direcionamentos e pode levar ao sucesso
profissional. Mas, em contrapartida, efetiva-se a busca acirrada pelo sucesso da vida pessoal,e, depois, a constituição de uma família e a preocupação com a qualidade de vida, muito embora essas questões se mostrem um tanto quanto conturbadas com todos os percalços impostos pela vida moderna. Nesse sentido,os valores pessoais são submergidos na busca dos objetivos. Por isso também podem ser consideradas pessoas egoístas. “Essa geração é marcada pelo pragmatismo e autoconfiança nas escolhas, e busca promover a igualdade de direitos e de justiça em suas decisões” (Oliveira, 2009, p.63).
Lombardia (2008, p.4) explicita que as pessoas pertinentes a essa geração “são conservadores, materialistas e possuem aversão a supervisão. Desconfiam de verdades absolutas, são positivistas, autoconfiantes, cumprem objetivos e não os prazos, além de serem muito criativos”.
No seguimento profissional procuram por um ambiente de trabalho mais informal e com uma hierarquia menos rigorosa. Desligados de regras na vida pessoal, consideram sua necessidade no ambiente empresarial. Carregam o fator de terem crescido durante o florescimento corporativo e, devido a essa quebra da estabilidade, buscam o desenvolvimento de habilidades que favorecem a empregabilidade. Apresentam um comportamento mais independente e mais empreendedor, focando as ações em resultados (OLIVEIRA, 2009).
Nesse sentido, esse artigo comporta um referencial teórico, como forma de gerir um processo sistemático de construção e/ou ampliação de conhecimento enfocando as gerações
X, Y e Baby Boomers, abordando o método descritivo analítico a fim de identificar as comparações entre essas gerações e a atuação das mesmas no que se refere à gestão de pessoas.
Ainda, para ampliar tal análise, elege-se como instrumento investigativo a entrevista estruturada, procurando identificar quais as manifestações e atitudes dos indivíduos e que podem ser correlacionadas com o tema em questão. A análise e interpretação dos dados favorecem a finalização da pesquisa, construindo um referencial prático da atuação das pessoas pertencentes às gerações X, Y e Baby Boomers nos ambientes empresariais das organizações atuais.
Outro fator que se pode atribuir é a busca independe pelo aprendizado dispensando-se intermediários ou despreocupação com nível hierárquico, também característica marcante

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Frente a todo contexto pesquisado é possível compreender que os processos de crescimento das organizações têm demonstrado que o foco não está apenas em resultados, mas também, e principalmente, nas pessoas. Portanto é fundamental que as empresas conheçam, reconheçam e contratem profissionais de todas as gerações para composição de seus quadros de funcionários.
Assim, tal qual como apresentado durante a pesquisa, a geração dos Baby Boomers tem se mostrado uma geração centrada para desenvolver o trabalho de maneira linear e pontual para o crescimento da organização, contudo apresenta ainda resistências, das mais variadas ordens, às mudanças propostas e necessárias para o aumento da competitividade.
São também as pessoas que mais conseguem identificar a divisão das gerações e fazer análises criteriosas em relação às mesmas, ainda que tais não sejam coerentes para os objetivos empresariais. Valorizam sua identificação com o trabalho de forma menos dependente das possibilidades de crescimento profissional.
A geração X tem demonstrado grande competência e a valorização do crescimento profissional tem evidenciado a perspectiva almejada para essa geração.
É importante que essa geração estabeleça relações de parcerias com as demais, obtendo uma adequação mútua de flexibilidade e companheirismo no ambiente corporativo, uma vez que está numa condição mediana em relação às demais.
Contudo, a geração que mais tem mostrado um potencial de crescimento é a geração Y, já que ela possui um grande número de informações e criatividade, o que possibilita o desenvolvimento de habilidades com maior desempenho e obtenção de êxito nas funções
desenvolvidas. Conclui-se, portanto, que tal como exposto pelo referencial teórico há necessidade de se considerar as diferenças de faixa etária, tendo em vista a distinção posta em cada realidade para o sucesso organizacional.
Nesse contexto, tal qual apresentado durante a pesquisa à gestão de pessoas é o segmento responsável por promover a minimização de conflitos, desenvolvimento de talentos e determinação na construção de um clima organizacional evolutivo, considerando as pessoas, porém, sem dimensionar o crescimento organizacional, mantendo uma administração de qualidade e desempenho satisfatório, uma vez que o maior desafio proposto atualmente no que se refere às gerações tem sido à busca de integração entre as mesmas, evitando conflitos que possam prejudicar o crescimento organizacional.
A gestão de pessoas deve propiciar essas situações de integração, dinamizando mecanismos a fim de identificar as características e os talentos de cada geração, garantindo a construção de um clima favorável à satisfação pessoal concomitante com a geração de lucros.
É necessário propor reflexões que favoreçam o desenvolvimento da tolerância, da flexibilidade, da compreensão, do juízo de valor, no intuito de quebrar paradigmas que possam denotar conflitos entre as gerações.
É fundamental que se administre as diferenças buscando procedimentos e recursos que ajudem na condução dessa ação. Isso também é necessário uma vez que uma nova geração está adentrando as organizações. Trata-se da geração Z, a qual, de acordo com Shinyashiki (2009) é a geração formada pelas pessoas que nasceram a partir de 1990. Segundo Lauer (2011), a letra que nomeia essa geração vem do termo “zapear”, ato de trocar de canal de TV constantemente pelo controle remoto. É uma geração que traz consigo o domínio dos principais avanços tecnológicos e os meios de comunicação mais sofisticados, como  as redes sociais que surgem e se expandem pelo globo. Mostra-se totalmente integrada com as tecnologias, já que cresceu com elas a seu favor e a valorização do espaço virtual. Quanto ao trabalho, o autor pontua que possui uma visão ampla, mas como a geração Y, precisa de instruções precisas para a realização das atividades. Essa geração ainda é conhecida com a geração de maior consumismo, ativos e individualistas. Com poucas habilidades interpessoais e impacientes, busca ainda agir de maneira ecologicamente correta. Espera chegar ao mercado de trabalho com um mundo parecido com o seu, conectado, aberto ao diálogo, veloz e global.
Portanto, verifica-se que o maior desafio das organizações para essa geração é encarar a mudança e atualizar os negócios, favorecendo a criação de novas formas de liderança, estímulo e motivação, criando propostas atrativas e de valorização de profissionais, no intuito de reter os talentos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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