Geração X
Universidade
do Estado de Minas Gerais
Disciplina:
Informática e educação II
Professor:
Weslei Clem
Alunos:
Ademilson, Allan Eloi, Fabrício Veloso, Jose Reinaldo, Josenir Baciriele
Turma:
2º período de Letras, Noite
Resumo de artigo
O PROCESSO EVOLUTIVO ENTRE AS GERAÇÕES X, Y E BABY BOOMERS
1. INTRODUÇÃO
Através de da história que
abrange a trajetória do trabalho, e dos inúmeros estudos que acompanham esse
segmento é que se pode entender sobre os diversos aspectos sociais, humanos,
políticos e funcionais que compõem as organizações.
As atividades
desenvolvidas juntamente com as ações
projetadas oportunizaram uma ampliação da visão geral que envolve os contextos
e culturas empresariais no que se refere à constituição do quadro funcional.
Nesse sentido, ocorrem inúmeras mudanças e pessoas de diferentes gerações são
selecionadas para compor os organogramas das empresas. Tais gerações podem ser
conhecidas como X, Y e Baby Boomers e
apresentam inúmeras diferenças entre si.
Após analise de diferentes autores, pode-se considerar que os
Baby Boomers são as pessoas nascidas
entre 1948 e 1963; a geração X, pessoas nascidas entre 1964 e 1977; a geração Y
aquelas que nasceram entre 1978 e 1994 (ENGELMANN, 2009).
A geração X é a que
predomina no mercado na atualidade, não se detém a padrões tão rígidos.Para
Lombardia (2008), trata-se de uma geração que presenciou váriadas situações e
mudanças de conceitos, a expansão tecnológica e o início da decadência de
padrões sociais. Ademais Oliveira (2009) destaca que essa geração presenciava
nos movimentos estudantis e “Hippies” uma forma de manifestar suas
insatisfações e seus anseios. Como profissionais essa geração valoriza o
trabalho e busca ascensão profissional, é
independente e autoconfiante.
Geração X
De acordo com Oliveira
(2009) a geração X é a dos nascidos entre 1960 e 1980. Engelmann (2009)
considera a data como 1964 a 1977. Viveram num momento de revolução e de luta
política e social, presenciando escândalos políticos como o assassinato de
Martin Luter King. Presenciaram a Guerra Fria, a queda do muro de Berlin, a
AIDS e a modificaçãode conceitos impostos pela sociedade anterior, o que
promoveu a adoção de um sentimento de patriotismo.
Para Lombardia (2008) as
inovações tecnológicas avançaram significativamente deixando grandes marcas na
juventude da época, favorecendo a aceleração das atividades
diárias, promovendo
manifestações revolucionárias e qualificando estilos diferenciados nos modos de
viver desses jovens. Os revolucionários assumidos organizavam manifestações em
movimentos estudantis como os “Hippies”1 que buscavam direitos iguais para todos. A música servia pra representar
os valores e posições políticas, outrora marcadas pela censura de imprensa.
Além disso, a liberdade de escolha passou a ser característica marcante dessa
geração.
Quanto à estrutura
familiar, são filhos de pais separados que se sustentavam pelos esforço
individual. provocar um imenso sentimento de culpa das mulheres por se
ausentarem de seus lares, gerando dificuldade de se colocar limites e
estruturar a disciplina. Essa convivência promoveu a quebra de padrões considerados
arcaicos sociais e morais. A questão do casamento, por exemplo, deixou de ser
uma condição de permanência perpétua.
Oliveira
(2009) aponta uma geração totalmente influenciada por programas de televisão.
Tal influência também envolveu um aumento exacerbado dos apelos consumistas,
reordenando e o modo de viver e agir das pessoas.
Tal
condição leva essa mesma geração à valorização do trabalho e a estabilidade financeira,
na condição de garantir a realização de desejos pessoais e materiais já que a carreira
ainda encontra-se como o centro de seus direcionamentos e pode levar ao sucesso
profissional.
Mas, em contrapartida, efetiva-se a busca acirrada pelo sucesso da vida
pessoal,e, depois, a constituição de uma família e a preocupação com a
qualidade de vida, muito embora essas questões se mostrem um tanto quanto
conturbadas com todos os percalços impostos pela vida moderna. Nesse sentido,os
valores pessoais são submergidos na busca dos objetivos. Por isso também podem
ser consideradas pessoas egoístas. “Essa geração é marcada pelo pragmatismo e
autoconfiança nas escolhas, e busca promover a igualdade de direitos e de
justiça em suas decisões” (Oliveira, 2009, p.63).
Lombardia
(2008, p.4) explicita que as pessoas pertinentes a essa geração “são conservadores,
materialistas e possuem aversão a supervisão. Desconfiam de verdades absolutas,
são positivistas, autoconfiantes, cumprem objetivos e não os prazos, além de
serem muito criativos”.
No seguimento profissional
procuram por um ambiente de trabalho mais informal e com uma hierarquia menos rigorosa. Desligados de regras na vida pessoal, consideram
sua necessidade no ambiente empresarial. Carregam o fator de terem crescido durante
o florescimento corporativo e, devido a essa quebra da estabilidade, buscam
o desenvolvimento de habilidades que favorecem a empregabilidade. Apresentam um comportamento mais independente e
mais empreendedor, focando as ações em resultados (OLIVEIRA, 2009).
Nesse
sentido, esse artigo comporta um referencial teórico, como forma de gerir um processo
sistemático de construção e/ou ampliação de conhecimento enfocando as gerações
X, Y
e Baby Boomers, abordando o método
descritivo analítico a fim de identificar as comparações entre essas gerações e
a atuação das mesmas no que se refere à gestão de pessoas.
Ainda,
para ampliar tal análise, elege-se como instrumento investigativo a entrevista estruturada,
procurando identificar quais as manifestações e atitudes dos indivíduos e que podem
ser correlacionadas com o tema em questão. A análise e interpretação dos dados favorecem
a finalização da pesquisa, construindo um referencial prático da atuação das pessoas
pertencentes às gerações X, Y e Baby
Boomers nos ambientes empresariais das organizações atuais.
Outro
fator que se pode atribuir é a busca independe pelo aprendizado dispensando-se intermediários
ou despreocupação com nível hierárquico, também característica marcante
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
Frente
a todo contexto pesquisado é possível compreender que os processos de crescimento
das organizações têm demonstrado que o foco não está apenas em resultados, mas
também, e principalmente, nas pessoas. Portanto é fundamental que as empresas
conheçam, reconheçam e contratem profissionais de todas as gerações para
composição de seus quadros de funcionários.
Assim,
tal qual como apresentado durante a pesquisa, a geração dos Baby Boomers tem se mostrado uma geração
centrada para desenvolver o trabalho de maneira linear e pontual para o
crescimento da organização, contudo apresenta ainda resistências, das mais
variadas ordens, às mudanças propostas e necessárias para o aumento da
competitividade.
São também as pessoas que
mais conseguem identificar a divisão das gerações e fazer análises criteriosas
em relação às mesmas, ainda que tais não sejam coerentes para os objetivos
empresariais. Valorizam sua identificação com o trabalho de forma menos
dependente das possibilidades de crescimento profissional.
A geração X tem demonstrado
grande competência e a valorização do crescimento profissional tem evidenciado
a perspectiva almejada para essa geração.
É importante que essa
geração estabeleça relações de parcerias com as demais, obtendo uma adequação
mútua de flexibilidade e companheirismo no ambiente corporativo, uma vez que
está numa condição mediana em relação às demais.
Contudo, a geração que mais
tem mostrado um potencial de crescimento é a geração Y, já que ela possui um
grande número de informações e criatividade, o que possibilita o desenvolvimento
de habilidades com maior desempenho e obtenção de êxito nas funções
desenvolvidas. Conclui-se,
portanto, que tal como exposto pelo referencial teórico há necessidade de se
considerar as diferenças de faixa etária, tendo em vista a distinção posta em
cada realidade para o sucesso organizacional.
Nesse contexto, tal qual
apresentado durante a pesquisa à gestão de pessoas é o segmento responsável por
promover a minimização de conflitos, desenvolvimento de talentos e determinação
na construção de um clima organizacional evolutivo, considerando as pessoas,
porém, sem dimensionar o crescimento organizacional, mantendo uma administração
de qualidade e desempenho satisfatório, uma vez que o maior desafio proposto
atualmente no que se refere às gerações tem sido à busca de integração entre as
mesmas, evitando conflitos que possam prejudicar o crescimento organizacional.
A gestão de pessoas deve
propiciar essas situações de integração, dinamizando mecanismos a fim de
identificar as características e os talentos de cada geração, garantindo a
construção de um clima favorável à satisfação pessoal concomitante com a
geração de lucros.
É necessário propor
reflexões que favoreçam o desenvolvimento da tolerância, da flexibilidade, da
compreensão, do juízo de valor, no intuito de quebrar paradigmas que possam denotar
conflitos entre as gerações.
É fundamental que se
administre as diferenças buscando procedimentos e recursos que ajudem na
condução dessa ação. Isso também é necessário uma vez que uma nova geração está
adentrando as organizações. Trata-se da geração Z, a qual, de acordo com
Shinyashiki (2009) é a geração formada pelas pessoas que nasceram a partir de
1990. Segundo Lauer (2011), a letra que nomeia essa geração vem do termo
“zapear”, ato de trocar de canal de TV constantemente pelo controle remoto. É uma
geração que traz consigo o domínio dos principais avanços tecnológicos e os
meios de comunicação mais sofisticados, como
as redes sociais que surgem e se expandem pelo globo. Mostra-se
totalmente integrada com as tecnologias, já que cresceu com elas a seu favor e
a valorização do espaço virtual. Quanto ao trabalho, o autor pontua que possui
uma visão ampla, mas como a geração Y, precisa de instruções precisas para a
realização das atividades. Essa geração ainda é conhecida com a geração de
maior consumismo, ativos e individualistas. Com poucas habilidades
interpessoais e impacientes, busca ainda agir de maneira ecologicamente
correta. Espera chegar ao mercado de trabalho com um mundo parecido com o seu,
conectado, aberto ao diálogo, veloz e global.
Portanto,
verifica-se que o maior desafio das organizações para essa geração é encarar a mudança
e atualizar os negócios, favorecendo a criação de novas formas de liderança, estímulo
e motivação, criando propostas atrativas e de valorização de profissionais, no
intuito de reter os talentos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS